About me

When I was a teenager I wanted to be a painter, but then I started Sculpture in the School of Fine Arts. I was lucky! I loved the course. I quickly understood I liked getting my hands dirty, close contact with the materials. Those were years well-spent, full of novelty.

Completely by chance, in my last year, a classmate showed me the world of illustration. I was seduced. I knocked on several doors, and illustrated my first book in 2005. After that one have come a couple dozen more. The teenager in me was right: there would be some painting going on after all.

My illustrations were privileged to tell stories put to words by writers such as João Pedro Mésseder, José Jorge Letria, João Manuel Ribeiro, Patrícia Reis, Álvaro Magalhães, Caetano Veloso, among others. In 2011, I co-authored the book «A avó come muito queijo, é o que é!» («Grandma eats a lot of cheese, is what it is!», Manuela Leite, Trinta por uma linha). Illustrating knowing what the writer was thinking was enthralling. An experience to berepeated.

In the mean time, my curiosity about the world of illustration had not stopped increasing. I felt I needed to know the work of others to know myself better. Being a part of this universe as an image-maker was no longer enough. And that was when I embraced a PhD where I had the opportunity to dedicate myself to Portuguese illustration in the first decade of the 21st century. I saw, I read, I took apart and I analysed the work of other illustrators – those whose work, for the best reasons, had already been noticed.

It was a long hug, not always sweet (of course,) ending with a smile. I am now, drum roll, a doctor in Child Studies, in the specialized area of Visual Communication and Artistic Expression by University of Minho (2015). An expert, as they say.

In between this return to studying and my (almost) break from creating illustrations, I turned Consumer of children’s books, this time with a mum’s ferocious intensity. I had a baby boy! Three years old now, he is an avid reader of images and great decoder of meanings.

I now return to my Creative side, with several projects in hand. My repertoire of ideas won’t stop expanding. Every day it is enriched by the experience of watching a small being grow up, so small yet the size of the world.

Also see the researcher in me.

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Quando era adolescente queria ser pintora, mas depois entrei em Escultura nas Belas Artes. Tive sorte! Gostei muito do curso. Percebi rapidamente que gostava de me sujar, metendo a mão na massa. Foram anos bem passados, cheios de coisas novas.

Absolutamente sem contar, no último ano do curso, uma colega de turma mostrou-me o mundo da ilustração. Fiquei seduzida. Bati a várias portas e ilustrei o meu primeiro livro em 2005. Depois desse, já vieram mais de duas dezenas. A adolescente que houve em mim é que tinha razão, afinal ainda se ia pintar qualquer coisa.

As minhas ilustrações tiveram o privilégio de contar histórias junto com as palavras de escritores como João Pedro Mésseder, José Jorge Letria, João Manuel Ribeiro, Patrícia Reis, Álvaro Magalhães, Caetano Veloso, entre outros. Em 2011 coescrevi o livro «A avó come muito queijo, é o que é!» (Manuela Leite, Trinta por uma linha). Ilustrar sabendo o que o escritor pensava foi apaixonante. É uma experiência a repetir.

Entretanto a minha curiosidade por este mundo nunca parou de crescer. Era preciso conhecer o trabalho dos outros para me conhecer melhor. Fazer parte do universo da ilustração de literatura para a infância como autora das imagens já não era suficiente. E foi aí que abracei um doutoramento onde tive a oportunidade de me dedicar à ilustração portuguesa da primeira década do século XXI. Vi, li, esmiucei e analisei o trabalho de outros ilustradores – daqueles que, por ótimas razões, já tinham feito correr alguma tinta.

Foi um abraço longo, nem sempre terno (claro), com sorriso no final. Sou agora, soem os tambores, doutorada em Estudos da Criança, na especialidade de Comunicação Visual e Expressão Plástica, pela Universidade do Minho (2015). Especialista, dizem.

No meio do regresso aos estudos, no meio da (quase) pausa como criadora de ilustrações, virei consumidora de livros de literatura para a infância, desta vez com olhos de progenitora feroz. Nasceu-me um rapaz! A contar três anos é ávido leitor de imagens e ótimo descodificador de sentidos.

Agora retomo em força o lado criativo, com vários projetos em mãos. O meu repertório de ideias não para de expandir. Todos os dias se enriquece com a experiência de ver crescer um ser, pequenote, quase crescido, do tamanho do mundo.